sábado, 4 de março de 2017

de luzes acesas


sempre montando desmontando
o pior melhor poema,
a simples cara
raiz do tempo chuvoso
e eu ando sempre sem tempo
na incoerência das ervas
encaixado
com perfeição
no tom jobim
dessa arte tarde
de curitiba planetária
relaxa homem
dos pequenos grãos,
das sonhadas aves
de fogo perfumadas
o fogo perfumado de aves
encontra no sábio
o fogo perfumado de aves,
pinhais
romanzeiras azeitada de romãs
porque te trago tatuado
nos pés,
nas caravanas de peixes
habitantes do ar
que você mastiga
aqui nasceu meu amor,
a que reina
em minha células,
nos remos que uso
para colher os frutos
( de tua voz )
( de tuas cordas diamantes vocais )
meu amor,
a terra de meu amor,
os pais, os irmãos, as irmãs,
as filhas de meu amor
minhas lágrimas,
amo a minha família
que vai além do sangue,
os que entram pelo furos
do sentimento
que me mantém nesse mundo
minha mulher
e os seus filmes de terror
mais amados,
os mesmos odiados nos sonhos,
os que à fazem dormir
de luzes acesas

( edu planchêz )

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